Mostrando postagens com marcador vida nova. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida nova. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ato penitencial: uma necessidade real da sociedade pós-moderna.


Uma sociedade que cultua valores torpes e imorais precisa se encontrar com o arrepender-se, mudar sua caminhada num volver ao Zelo pela Casa de Deus, uma sociedade “regressante”, como o filho pródigo.

Constantemente observa-se nos veículos de comunicação, noticias sobre violências, das mais hediondas possíveis. Visualizam-se cenas de barbáries e selvageria, grosso modo, em todo este cenário, fica evidente o pano de fundo, uma educação voltada para valores desmoralizantes, egoístas, individualistas e pautadas na superação do homem pelo homem, numa competitividade avassaladora em que ultrajar, superar e humilhar seus adversários é sinônimo de progresso e ascensão social. Soma-se aos fatores já elencados, a força tarefa dos sistemas educacionais, midiáticos, econômico-financeiros e governamentais em afastar a sociedade de toda e qualquer postura e confissão religiosa. No desejo de obter controle social, aventuram-se na tentativa de destruir toda possibilidade de florescimento de uma cultura libertaria.
Fica evidente que todos os mecanismos utilizados para  barbarizar a sociedade tem gerado seus efeitos evidenciados nos índices de criminalidade, nos presídios abarrotados de pessoas alheias aos valores morais e religiosos que em muito lhes afastariam de tais atitudes torpes. Mais evidente ainda, a necessidade de romper com este sistema viciado, produtor de delinquentes, corruptos e imorais. Contudo, trata-se de um caminho árduo e penoso, que implica na necessidade de um “CONFESSAR MEUS PECADOS” realizado em ação conjunta, em que se penitenciam todos os agentes sociais.  Mas não para por aí, é imperativo que ao reconhecer-se pecador, sejam feito os máximos esforços no sentido de volver à casa paterna, na busca da catequese primeira. Buscar a educação cristã no seu estágio primário, com formação moral e cívica, imbuindo em  todas as classes sociais o amor pelo próximo, o respeito à vida, e principalmente o respeito a Deus. É o primeiro passo para se resgatar a nossa sociedade da decadência em curso.
Talvez soe como uma mensagem apocalíptica, contudo, percebe-se no apostolo João ao narrar as profecias dos fins dos tempos, uma aproximação com os atos e acontecimentos de nossos tempos, e também Jesus Cristo quando falara de tal tema, advertindo para que não fosse objetivo central dos cristãos uma data para tal acontecimento, mas que reconhecessem em suas posturas a real obrigação de arrepender-se de seus atos, mudar suas forma de pensar e reconciliar-se com Deus. Um bom exemplo da melhor postura a ser adotada em nossos dias é a parábola do filho prodigo à qual nos é aludida à imagem de um filho que toma posse daquilo que lhe pertenceria na morte do pai, quando ele ainda em vida, e sai em farras e prostituições. Este, ao perder tudo, se vê obrigado a comer junto aos porcos e ao fazê-lo, se lembra da fartura que tinha na casa paterna, e consciente disto, regressa ao pai, pedindo-lhe perdão.
Assim também é nossa sociedade que ao cobrar sua independência e liberdade, se perde em sistemas prisionais voluntários que escravizam o ser humano, tolhe a capacidade racional do individuo e o aleija de suas faculdades mentais. Presos no modismo, ignorados pelo sistema econômico de valoração das pessoas, aturdidos pela necessidade de ostentar marcas e luxo, estar em lugares badalados e portar objetos "top", as pessoas tornam-se prisioneiros de si e do sistema, enquanto arrotam liberdade. Não conseguem visualizar a prisão em que se encontram.
A única forma de se libertar de tal prisão é o ato penitencial em que todos os indivíduos buscam reconciliar-se com Deus, pautam suas vidas em valores que realmente lhes elevam. Buscar Deus e viver a liberdade de consciência que este encontro pode lhe propiciar é verdadeiramente assumir sua vida. Ser dono de si ao reconhecer-se necessitado de Deus.
Aquele que consegue se arrepender de seu comportamento bárbaro e que, arrependido regressa a casa de Deus, que tem Zelus Domos, assume sua responsabilidade na construção de uma sociedade que ama, ajuda certamente na recuperação de toda a comunidade e promove a tão sonhada Civilização do amor.
Jorge Mendes Gonçalves Bento
Seminarista da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo.