quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conheça um pouco mais sobre os Estigmatinos css


1.       Que é um Estigmatino?
Primeiramente, é um religioso pertencente à Congregaçãodos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Gaspar Bertoni, em Verona (Itália), no ano de 1816.
Mas também pode considerar-se estigmatino todo aquele que se propõe seguir a espiritualidade e o exemplo de vida de São Gaspar Bertoni.
2.       Que é um religioso?
É um cristão que se consagra a Deus, a vida toda, para mostrar a alegria antecipada do Reino dos Céus, por meio dos votos de pobreza, castidade e obediência, e vive numa comunidade de religiosos da mesma Congregação para trabalhar na Igreja, de acordo com o carisma dessa mesma Congregação.
3.       Que são Votos?
Trata-se de um compromisso solene feito a Deus de seguir os conselhos evangélicos, propostos por Jesus Cristo, de pobreza, castidade e obediência, por meio de uma doação total a Cristo e a Igreja.
São modos de realização humana e de integração entre os homens, pois os votos são meios para se alcançar a fraternidade.
Os votos devem ser cumpridos de acordo com as normas de cada Congregação.
4.       Que é uma Congregação Religiosa
É um grupo de religiosos (padres e irmãos) que vivem o mesmo Carisma de seu fundador, e sob as regras por ele deixadas. Buscam mostrar a alegria antecipada do Reino de Deus através da vida comunitária a serviço da Igreja, onde vivem os votos.
5.       Que é Carisma?
É um dom do Espírito Santo que acontece em determinada e especial experiência de Deus, ou seja, numa oração, numa reflexão, numa inspiração, e se concretiza numa missão (tarefa) a ser realizada em favor dos outros.
No caso de uma Congregação Religiosa, o Carisma é o do fundador e é vivenciado em comum pelos seguidores desse mesmo fundador.
A determinada e especial experiência de Deus, concretizada numa missão, se fundamenta no Evangelho de Jesus Cristo e numa real necessidade da Igreja, por exemplo: a juventude, os enfermos, o povo simples, etc.
6.       Que são Estigmas?
Estigmas são os sinais das Chagas de Jesus Cristo causados pelos maus tratos ocorridos durante sua Paixão e crucificação e que Cristo conservou consigo após a ressurreição. São sinais do triunfo da vida sobre a morte.
São em número de cinco. Para o estigmatino são cinco características de sua vida: comunhão com Deus, disponibilidade, especialização, doação e espírito de sacrifício.
7.       Quem foi São Gaspar Bertoni?
São Gaspar Bertoni foi um sacerdote nascido em Verona (Itália), em 1777, e falecido, la mesmo, em 1853.
Foi uma pessoa de grandes virtudes, de muito saber, de profundo espírito de humildade e abandono em Deus. trabalhou muito em sua cidade natal, principalmente na pregação de missões populares e na formação da juventude. Fundou a Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Estigmatinos), em 1816.
Foi Beatificado pelo Papa Paulo VI, em 1975 e canonizado pelo Papa João Paulo II, em 1989.
8.       Como deve ser um Estigmatino?
Um estigmatino deve ser um religioso preparado e disposto a auxiliar os bispos em suas dioceses, principalmente por meio da pregação. Tem que ser despreendido e sempre pronto a ouvir a voz de Deus em proveito do próximo (doação). Daí o seu carisma: MISSIONÁRIOS APOSTÓLICOS EM AUXÍLIO AOS BISPOS.
9.       Qual é a espiritualidade própria de um estigmatino?
É uma espiritualidade de total abandono nas mãos de Deus. O estigmatino deve se sobressair pela humildade, disponibilidade, oração e meditação profunda, espírito de sacrifício. Sua devoção está voltada para a Paixão, sofrimento e estigmas de Jesus Cristo, além da devoção a Maria e José que são padroeiros da Congregação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Historia da Igreja Católica

Pela História da Igreja podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres durante 2000 mil anos; e nenhuma outra instituição humana teve uma seqüência ininterrupta de governantes. Já são 265 Papas desde Pedro de Cafarnaum.
Esta façanha só foi possível porque ela é verdadeiramente divina; divindade esta que provém Daquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo(cf. Cl 1,18), para salvar toda a humanidade. Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Ao invés de escolher os "melhores" homens do Seu tempo, generais, filósofos gregos e romanos, etc., Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galiléia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus. "Será que pode sair alguma coisa boa da Galiléia?". Isto, para deixar claro a todos os homens, de todos os tempos e lugares, que "todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós" (2Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.
Aqueles Doze homens simples, pescadores na maioria, "ganharam o mundo para Deus", na força do Espírito Santo que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. "Sereis minhas testemunhas... até os confins do mundo"(At 1, 8).
Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo, e alí plantaram o Cristianismo para sempre. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 67, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano de Cartago(†220) dizer que: "o sangue dos mártires era semente de novos cristãos". Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isto tenha feito os Padres da Igreja dizerem que "christianus alter Christus" (o cristão é um outro Cristo), que repete o caminho do Mestre.
Mas estes homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os Césares romanos: Décio, Dioclesiano, Valeriano, etc..., até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue. E nem mesmo o imperador Juliano, o apóstata, conseguiu fazer recuar o cristianismo, e no leito de morte exclava: "Tu venceste, ó galileu!".
O grande Império se ajoelhou diante da Cruz!
A marca impressionante desta Igreja invencível e infalível, esteve sempre na pessoa do sucessor de Pedro, o Papa. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou célebre: "Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus" (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo). "Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja... e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).
Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, Antioquia, Jerusalém, e outras partes , surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Era o pelagianismo, o maniqueísmo, o gnosticismo, o macedonismo, nestorianismo, etc..
Mas o Espírito Santo incumbiu-se de destruir todas elas, e o barco da Igreja continuou o seu caminho até nós. Os grandes defensores da fé e da sã doutrina, foram os "Padres" da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (†102), Ireneu de Lião (†202), Cipriano de Cartago(† 258), Hilário de Poitiers (†367), Cirilo de Jerusalém (†386), Anastácio de Alexandria (†373), Basílio (†379), Gregório de Nazianzo (†394), Gregório de Nissa (†394), João Crisóstomo de Constantinopla (†407), Ambrósio de Milão (†397), Agostinho de Hipona (†430), Jerônimo (420), Éfrem (†373), Paulino de Nola (†431), Cirilo de Alexandria (†444), Leão Magno (†461), e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos primeiros séculos.
Cristo deixou a Sua Igreja na terra como "a coluna e o sustentáculo da verdade"(1Tm 3,15). Todas as outras igrejas cristãs são derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, etc.
Depois que desabou o Império Romano do ocidente, coube à Igreja o papel de mãe destes filhos abandonados nas mãos do bárbaros. S.Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, enfrentou Átila, rei dos hunos, às portas de Roma, e impediu que este bárbaro, o "flagelo da História", destruísse Roma; o mesmo fez depois com Genserico.
Aos poucos a Igreja foi cristianizando os bárbaros, até que o rei e a rainha do francos, Clovis e Clotilde, recebessem o batismo no ano 500. Era a entrada maciça dos bárbaros no cristianismo. Papel importantíssimo nesta conquista lenta e silenciosa coube aos monges e seus mosteiros espalhados em toda a Europa, especialmente os beneditinos, que preservaram a cultura do ocidente. Mais adiante, no Natal do ano 800, na Catedral de Reims, na França, o rei franco Carlos Magno era coroado pelo Papa. Também os bárbaros se rendiam à fé de Cristo.
Isto foi possível graças aos milhares de envangelizadores que percorreram toda a Europa anunciando a salvação trazida por Jesus ao mundo. Em toda a Idade Média imperou a marca do cristianismo na Europa. Aspirava-se e respirava-se a fé. Surgiram as Catedrais como a bela expressão da fé; as Cruzadas ao Oriente no zelo de libertar a Terra Santa profanada; as Universidades cristãs, Bolonha, Sorbonne, etc, todas fundadas pela Igreja de Cristo. Mas a fé sempre esteve ameaçada; nos tempos modernos levantaram-se contra a Igreja as forças do materialismo, do comunismo, do nazismo, e todos eles fizeram milhares de mártires cristãos, especialmente neste triste século vinte que chega ao fim marcado por tantas ofensas ao Criador.
Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou quantas legiões de soldados tinha o Papa; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo.
Mas a Igreja continua como nunca, até o final da História, quando Cristo voltará para assumir a Sua Noiva. Será as Bodas definitivas e eternas do Cordeiro com a Sua Igreja. Então Deus enxugará toda lágrima e será tudo em todos. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O QUE É UM CRISTÃO VERDADEIRO?


"Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos. Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento" (A. W. Tozer)

Essa frase é para mexer com a nossa consciência dita cristã! Percebo que temos vivido em uma sociedade altamente condescendente em termos de valores morais... eu sempre tenho tido que a raiz da pulverização ética que vivemos é o afrouxamento de nossa confiança na suficiência das Escrituras. A crise moral é filha do liberalismo teológico e irmã gêmea da tragédia que assistiremos em breve na igreja evangélica brasileira onde determinados “gurus virtuais” vão conseguir o que mais sonham: desfocar a missão da igreja, transformando as comunidades de fé em ambientes de entretenimento apenas!!!

E onde fica o Evangelho? John Stott em seu comentário sobre o livro de Gálatas é bem taxativo ao dizer que “o Evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz”.

É cruz tem a ver com renúncia. Nossa geração precisa aprender a abrir mão de direitos pessoal, de achismos inconseqüentes para se sujeitarem às verdades eternas do Evangelho. Agora tudo fica mais difícil quando percebemos crentes arrogantes que se consideram superiores a tudo e a todos, que verbalizam “palavras de ordem” para suas congregações com termos já desgastados de seus verdadeiros significados como “unção”, “palavra profética”, “avivamento” e tantas outras que, embora sejam ricas em si mesmas, já se perderam suas essências pelo mau uso de pessoas que querem por que querem atrair algum tipo de beneficio pessoal com o uso das mesmas.

A frase de Tozer se torna urgente... precisamos assumir que somos “estranhos”... não vemos o que adoramos, somos radicalmente depravados em nós mesmos (aquilo que chamo de “carniça interior”), perdemos para podermos ganhar, andamos na contramão do sistema do mundo, somos taxados e desrespeitados quando batalhamos pelo que é certo e ético, mas mesmo assim, não podemos abrir mão de nossa integridade.

Um dos meus sonhos mais candentes é justamente sermos uma igreja que receba menos moções de aplausos em nossas “câmaras municipais”, menos verbas para nossos eventos, menos “tapinhas” nos ombros, isso para que recebamos mais elogios do próprio Deus e o reconhecimento de que nossa “esquisitice” não é em decorrência de nossos cultos estranhos mas sim por nossa postura que ameaça o equilíbrio desse mundo caótico.

No dia que formos mais “estranhos” receberemos sem dúvida nenhuma a palavra de apoio que o próprio Jesus recebeu quando saiu das águas do Jordão: Então uma voz dos céus disse: "Este é o meu Filho amado, em quem me agrado". (Mateus 3.17). Ai sim, estaremos fazendo diferença e seremos menos homenageados pelos homens, mas sem dúvida, receberemos os louros das mãos do próprio Senhor da Igreja: Jesus Cristo.