Você pode não me conhecer, mas Eu sei tudo sobre você... Salmo 139:1
Eu sei quando você se senta e quando se levanta... Salmo 139:2
Eu conheço bem todos os seus caminhos... Salmo 139:3
E até os cabelos da sua cabeça são todos contados... Mateus 10:29-31
Pois você foi feito a minha imagem... Gênesis 1:27
Em mim você vive, se move e tem existido... Atos 17:28
Pois você é a minha descendência... Atos 17:28
Eu te conheci mesmo antes que você existisse... Jeremias 1:4-5
E escolhi você quando planejava a criação... Efésios 1:11-12
Você não foi um erro, pois todos os seus dias estão escritos no meu livro... Salmo 139:15-16
Eu determinei o momento exato do seu nascimento e onde você viveria... Salmo 17:26
Você foi feito de forma admirável e maravilhosa... Salmo 139:14
Eu formei você no ventre da sua mãe... Salmo 139:13
E tirei você do ventre de sua mãe no dia do seu nascimento... Salmo 71:6
Eu tenho sido mal representado por aqueles que não me conhecem... João 8:41-44
Eu não estou distante e zangado, pois sou a expressão completa do amor... 1 João 4:16
E o meu desejo é derramar meu amor sobre você... 1 João 3:1
Simplesmente porque você é meu filho e Eu sou seu Pai... 1 João 3:1
Eu ofereço a você mais do que o seu pai terrestre jamais poderia oferecer... Mateus 7:11
Porque sou o Pai perfeito... Mateus 5:48
Cada bom presente que você recebe vem da minha mão... Tiago 1:17
Pois Eu sou o seu provedor e supro todas as suas necessidades... Mateus 6:31-33
Meu plano para o seu futuro tem sido sempre cheio de esperança... Jeremias 29:11
Porque Eu te amo com um amor eterno... Jeremias 31:3
Meus pensamentos sobre você são incontáves como a areia na praia... Salmo 139:17-18
E Eu me regozijo sobre você com cânticos... Sofonias 3:17
Eu nunca vou parar de fazer o bem para você... Jeremias 32:40
Porque você é meu tesouro mais precioso... Êxodo 19:5
Eu desejo te estabelecer com todo meu coração e toda minha alma... Jeremias 32:41
E quero te mostrar coisas grandes e maravilhosas... Jeremias 33:3
Se você me buscar de todo o coração, você me encontrará... Deuteronômio 4:29
Se deleite em mim e Eu darei a você os desejos do seu coração... Salmo 37:4
Pois fui Eu quem colocou esses desejos em você... Filipenses 2:13
Eu sou capaz de fazer mais por você do que podes imaginar... Efésios 3:20
Pois Eu sou o seu maior encorajador... 2 Tessalonissenses 2:16-17
Eu sou também o Pai que conforta você em todas as suas dificuldades... 2 Coríntios 1:3-4
Quando seu coração está quebrantado, Eu estou perto de você... Salmo 34:18
Como um pastor carrega um cordeiro, Eu carrego você perto do meu coração... Isaías 40:11
Um dia Eu enxugarei todas as lágrimas dos seus olhos... Apocalipse 21:3-4
E afastarei de você toda a dor que tenha sofrido nesta terra... Apocalipse 21:3-4
Eu sou o seu Pai, e Eu amo você assim como amo ao meu filho, Jesus... João 17:23
Pois em Jesus, meu amor por você é revelado... João 17:26
Ele é a representação exata do que sou... Hebreus 1:3
Ele veio para demonstrar que eu estou contigo, e não contra ti... Romanos 8:31
E também para dizer a você que Eu não estou contando os seus pecados... 2 Coríntios 5:18-19
Jesus morreu para que você e eu pudéssemos ser reconciliados... 2 Coríntios 5:18-19
Sua morte foi a expressão suprema de meu amor por você... 1 João 4:10
Eu desisti de tudo que amava para que pudesse ganhar o seu amor... Romanos 8:31-32
Se você receber o presente do meu filho Jesus, você recebe a mim... 1 João 2:23
E nada poderá separar você do meu amor outra vez... Romanos 8:38-39
Venha para casa e Eu vou fazer a maior festa que o céu já viu... Lucas 15:7
Eu sempre fui um Pai, e sempre serei Pai... Efésios 3:14-15
A minha pergunta é...Você quer ser meu filho? ... João 1:12-13
Eu estou esperando por você.. .Lucas 15:11-32
Com Amor, seu Pai
DEUS TODO PODEROSO.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Eu Sou Católico.....SIM !!!!!
Carta de uma pessoa q se diz Evangélico p/ o Pe. Zezinho
Maria não pode nada.
Menos ainda as imagens dela que vocês adoram.
Sua Igreja continua idólatra.
Já fui católico
e hoje sou feliz porque só creio em Jesus.
Você, com suas canções
é o maior propagador da idolatria mariana.
Converta-se enquanto é tempo,
senão você vai para o inferno com suas canções idólatras...
São Paulo (SP)
RESPOSTA ENVIADA PELO PADRE ZEZINHO AO CRISTÃO EVANGÉLICO:
Paz no Cristo que você acha que achou!
Sua carta chega a ser cruel.Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não deve ser.Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua carta contra nós católicos e contra Maria. O irônico de tudo isso é que enquanto você vai para lá agredindo a Mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no cristianismo, um número enorme de evangélicos fala dela, hoje, com o maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela. Você pegou o bonde atrasado e na hora errada e deve ter ouvido pastores errados, porque, entre os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus. Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do Filho Divino.
Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e por isso respeita os outros e não nega Maria. Pode haver diferenças, mas para ser um bom evangélico não é preciso agredir nem os católicos nem a Mãe de Jesus. Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico. Seu negócio é agredir Maria e os católicos. Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles. Quanto ao que você afirma que nós adoramos Maria, sinto pena de você. Enquanto católico, segundo você mesmo afirma, já não sabia quase nada de Bíblia por culpa da nossa Igreja, agora que virou evangélico parece que sabe menos ainda de Bíblia, de Jesus, de Deus e do Reino dos Céus. Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa ao acusá-los de idólatras.
Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo
de maneira serena e inteligente. Se você usava errado teria que aprender. Ao invés disso foi para outra Igreja aprender a decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Tornou-se juiz da fé dos outros. Deu um salto gigantesco em seis meses,
de católico tornou-se evangélico, pregador de sua Igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade, porque está decidindo quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Mais uns dois anos e talvez, de lá do alto de sua sabedoria eterna, talvez dê um golpe de Estado no céu e se torne a primeira pessoa. Então talvez, você mande Deus vir avisar quem você quer que vá para o céu ou para o inferno.
Sua carta é pretensiosa. Sugiro que estude mais evangelismo e, em poucos anos,
estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta.
Desejo de todo coração que você encontre bons pastores evangélicos. Há muitíssimos homens de Deus nas Igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros. Isso você parece que perdeu quando deixou de ser católico. Era um direito que você tinha: procurar sua paz. Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras.
Quanto a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou. Tire isso por você mesmo. Se você se deu ao trabalho de me escrever uma carta para me levar a Jesus, e se acha capaz disso,imagine então o poder da Mãe de Deus!
De Jesus ela entende mais do que você. Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela? Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de mãe.
Ela já está no céu e você ainda está por aqui apontando o dedo contra os outros e decidindo quem vai ou quem não vai para lá.
Grato por sua carta. Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as Igrejas. É por causa de gente como você.
Pe. Zezinho, scj
Maria não pode nada.
Menos ainda as imagens dela que vocês adoram.
Sua Igreja continua idólatra.
Já fui católico
e hoje sou feliz porque só creio em Jesus.
Você, com suas canções
é o maior propagador da idolatria mariana.
Converta-se enquanto é tempo,
senão você vai para o inferno com suas canções idólatras...
São Paulo (SP)
RESPOSTA ENVIADA PELO PADRE ZEZINHO AO CRISTÃO EVANGÉLICO:
Paz no Cristo que você acha que achou!
Sua carta chega a ser cruel.Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não deve ser.Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua carta contra nós católicos e contra Maria. O irônico de tudo isso é que enquanto você vai para lá agredindo a Mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no cristianismo, um número enorme de evangélicos fala dela, hoje, com o maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela. Você pegou o bonde atrasado e na hora errada e deve ter ouvido pastores errados, porque, entre os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus. Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do Filho Divino.
Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e por isso respeita os outros e não nega Maria. Pode haver diferenças, mas para ser um bom evangélico não é preciso agredir nem os católicos nem a Mãe de Jesus. Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico. Seu negócio é agredir Maria e os católicos. Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles. Quanto ao que você afirma que nós adoramos Maria, sinto pena de você. Enquanto católico, segundo você mesmo afirma, já não sabia quase nada de Bíblia por culpa da nossa Igreja, agora que virou evangélico parece que sabe menos ainda de Bíblia, de Jesus, de Deus e do Reino dos Céus. Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa ao acusá-los de idólatras.
Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo
de maneira serena e inteligente. Se você usava errado teria que aprender. Ao invés disso foi para outra Igreja aprender a decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Tornou-se juiz da fé dos outros. Deu um salto gigantesco em seis meses,
de católico tornou-se evangélico, pregador de sua Igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade, porque está decidindo quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Mais uns dois anos e talvez, de lá do alto de sua sabedoria eterna, talvez dê um golpe de Estado no céu e se torne a primeira pessoa. Então talvez, você mande Deus vir avisar quem você quer que vá para o céu ou para o inferno.
Sua carta é pretensiosa. Sugiro que estude mais evangelismo e, em poucos anos,
estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta.
Desejo de todo coração que você encontre bons pastores evangélicos. Há muitíssimos homens de Deus nas Igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros. Isso você parece que perdeu quando deixou de ser católico. Era um direito que você tinha: procurar sua paz. Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras.
Quanto a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou. Tire isso por você mesmo. Se você se deu ao trabalho de me escrever uma carta para me levar a Jesus, e se acha capaz disso,imagine então o poder da Mãe de Deus!
De Jesus ela entende mais do que você. Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela? Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de mãe.
Ela já está no céu e você ainda está por aqui apontando o dedo contra os outros e decidindo quem vai ou quem não vai para lá.
Grato por sua carta. Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as Igrejas. É por causa de gente como você.
Pe. Zezinho, scj
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A Cruz na Missão
Eis o lugar central da cruz na missão de Cristo e do cristão. A cruz é o lugar onde se dá a doação suprema de si, da parte do homem, dom que torna possível a doação de si, da parte de Deus. A meta da divinização requer a cruz: só quando te entregas totalmente é que Deus se entrega a ti. na missão: só quando te doas totalmente é que Deus entra no mundo. É por isso que os maiores apóstolos, os missionários mais ardentes amadureceram ao sol da Paixão de Cristo. A paixão pelas almas se acende no fogo da Paixão de Cristo.
A entrega, a dedicação "até o fim", o amor forte e firme, a doação que não recua, mesmo na mais densa e obscura treva, o progredir confiante rumo ao malogro certo, a vontade do Pai que o sustentava na mais esquálida solidão, o deixar-se desapossar de toda dignidade, o tornar-se "verme e não homem"... constituem o "caminho estreito" pelo qual Deus irrompe no mundo, é a doação de si do homem que permite doação bem diferente da parte de Deus, para si e para os irmãos.
Se não contemplas a Paixão, dificilmente o teu coração se aquecerá para a missão; dificilmente enfrentará e suportará as provações da missão; dificilmente amarás apaixonadamente as almas. Se não contemplas a Paixão, sentirás dificuldade até para ver o núcleo eterno de uma pessoa, aquilo que a tradição chamou de "alma".
É fácil ser perturbado pelas formas dos corpos atraentes ou repugnantes, ricos ou pobres, bem como trocar os aspectos externos e o fugaz esplendor pelo que deve ser objeto dos cuidados do apóstolo. Atenta para o que resta para salvar o que perece. Dissipa ao sol da Paixão a névoa das ilusões; ilumina as tortuosidades dos teus equívocos ao esplendor da Paixão; decide-te por uma missão sem hesitações, sintonizando-a com o coração aberto por ter dado tudo; vence os teus medos, fixando o teu olhar Naquele que transfixaram.
Como é possível perder o tempo, o pouquíssimo tempo de que dispomos, para correr atrás de nossas paixões pessoais, quando contemplamos a Paixão de Deus pelos homens?
Será que Deus está exagerando ao nos amar tanto, ou nós é que estamos espantosamente cegos ao nos desinteressar por esse amor?
Como é possível não termos uma paixão louca pelas almas, depois da louca Paixão de Cristo? Como não entregar-me à missão, depois que o meu Senhor fez doação de si?
As perplexidades, as dúvidas e as indagações acerca da missão dissipam-se na Cruz: a missão merece a doação total de si, porque é então que Deus se dá ao mundo, para torná-lo belo com a sua própria beleza, esplendoroso com seu próprio esplendor, libertado com seu próprio braço.
Abriga-te à sombra da Cruz sempre que a missão te pesa. E o teu peso tornar-se-á leve e o teu irmão, suave.
Liberdade de... liberdade para...
Liberdade: palavra mágica, ideal e fascinação, destruição e força.
Meta a atingir e fardo para se levar.
Desafio cotidiano e tormento contínuo.
É difícil ser livre, saber autodeterminar-se,
conseguir projetar um estilo de vida
com responsabilidade e consciência.
É fácil, afinal, saber em que consiste
a tão decantada liberdade?
A resposta requer de nós uma busca febril,
feita de tentativas, de quedas, de ilusões e desfalecimentos.
Às vezes temos algum sucesso, mas muito passageiro para ser degustado em profundidade.
Somos realmente livres?
Temos um nome escolhido por outros, falamos uma língua que não escolhemos, não escolhemos também nossa família.
Temos um corpo que nos condiciona notavelmente: é imperfeito, fica doente e, às vezes, não responde do modo que queremos.
E nossa personalidade?
Alguns traços de nosso caráter são herdados de nossos pais. Sabemos, além disso, que influência têm os impulsos inconscientes, os instintos, os acontecimentos ocorridos na infância.
A sociedade, com seus inumeráveis condicionamentos econômicos e culturais, acaba de completar o quadro.
Mas, então, até que ponto é livre o nosso agir? Em que consiste, no fundo, a liberdade?
Trata-se apenas de uma liberdade negativa, isto é, não dependemos de estruturas, de imposições, de alienações; não estamos sujeitos a perseguições?
Ou, então, trata-se de uma liberdade no sentido positivo, isto é, somos livres para tomar uma atitude, uma decisão, para fazer um projeto que diz respeito a nós mesmos?
Temos um nome escolhido por outros, falamos uma língua que não escolhemos, não escolhemos também nossa família.
Temos um corpo que nos condiciona notavelmente: é imperfeito, fica doente e, às vezes, não responde do modo que queremos.
E nossa personalidade?
Alguns traços de nosso caráter são herdados de nossos pais. Sabemos, além disso, que influência têm os impulsos inconscientes, os instintos, os acontecimentos ocorridos na infância.
A sociedade, com seus inumeráveis condicionamentos econômicos e culturais, acaba de completar o quadro.
Mas, então, até que ponto é livre o nosso agir? Em que consiste, no fundo, a liberdade?
Trata-se apenas de uma liberdade negativa, isto é, não dependemos de estruturas, de imposições, de alienações; não estamos sujeitos a perseguições?
Ou, então, trata-se de uma liberdade no sentido positivo, isto é, somos livres para tomar uma atitude, uma decisão, para fazer um projeto que diz respeito a nós mesmos?
Saiba que:
A liberdade tem sua origem na essência do ser, no mais profundo do ser, onde se situa a dimensão espiritual.
Você está imerso nessa dimensão superior que, sem renegar, compreende e engloba a dimensão biológica, a psicológica e a sociológica, valorizando-as e atribuindo-lhes certa hierarquia.
É aí que se aprofundam as raízes inalienáveis de sua dignidade como ser humano.
A liberdade tem sua origem na essência do ser, no mais profundo do ser, onde se situa a dimensão espiritual.
Você está imerso nessa dimensão superior que, sem renegar, compreende e engloba a dimensão biológica, a psicológica e a sociológica, valorizando-as e atribuindo-lhes certa hierarquia.
É aí que se aprofundam as raízes inalienáveis de sua dignidade como ser humano.
Por isso, lembre-se:
Você pode sempre, e livremente, tomar uma atitude diante de qualquer situação com a qual tenha de se defrontar.
É justamente nessa tomada de posição que você exerce sua liberdade.
A liberdade está na escolha da atitude a ser tomada cada vez que nos defrontamos com uma situação que não pode ser mudada.
Viver a liberdade implica um dúplice movimento:
por um lado você é livre por não depender exclusivamente de seus instintos nem de suas determinações; por outro lado, você é livre enquanto ser responsável, possuidor de dimensão dinâmicas, significativas, prospectivas; enquanto ser fundamentalmente orientado para a realização e o cumprimento do real sentido da existência.
Você pode sempre, e livremente, tomar uma atitude diante de qualquer situação com a qual tenha de se defrontar.
É justamente nessa tomada de posição que você exerce sua liberdade.
A liberdade está na escolha da atitude a ser tomada cada vez que nos defrontamos com uma situação que não pode ser mudada.
Viver a liberdade implica um dúplice movimento:
por um lado você é livre por não depender exclusivamente de seus instintos nem de suas determinações; por outro lado, você é livre enquanto ser responsável, possuidor de dimensão dinâmicas, significativas, prospectivas; enquanto ser fundamentalmente orientado para a realização e o cumprimento do real sentido da existência.
Um conselho
Não procure a liberdade. Somente em nível de estruturas, de condicionamentos sociais, de imposições vindas de cima.
Busque, antes, a liberdade de poder elaborar um projeto de si mesmo, que envolva os outros, a natureza, a sociedade, num crescendo harmônico e profundamente humano.
Não procure a liberdade. Somente em nível de estruturas, de condicionamentos sociais, de imposições vindas de cima.
Busque, antes, a liberdade de poder elaborar um projeto de si mesmo, que envolva os outros, a natureza, a sociedade, num crescendo harmônico e profundamente humano.
Saber usar a liberdade
Você é chamado, hoje, a decidir sobre seu ser moral, a dar uma resposta às interrogações que lhe são colocadas, com tragicidade e realismo, pela vida cotidiana.
Que uso você pode fazer de sua liberdade se o seu trabalho é automatizado, padronizado?
Você trabalha oito ou mais horas por dia, desempenhando sempre os mesmos papéis, digitando sempre no mesmo computador, manuseando sempre as mesmas máquinas, apertando sempre os mesmos parafusos.
Talvez você pense: “O trabalho é uma necessidade, um meio para ganhar dinheiro; uma iniciação à verdadeira vida.
Vou poder manifestar plenamente minha personalidade, minhas aspirações íntimas somente nas horas livres: essa é a ‘verdadeira vida’ ”.
Que uso você pode fazer, então, de sua liberdade, se o seu tempo “livre” lhe reserva aborrecimento, angústia, solidão?
Você sentia-se reduzido a frangalhos porque estava às voltas com um trabalho que não lhe permitia realizar o significado real de sua existência e lhe provocava uma pobreza interior que você queria e devia vencer a todo o custo.
Agora tem à disposição um “tempo livre forçado” e sente-se “condenado” ao divertimento.
Enfrenta, então, os engarrafamentos das estradas, às vezes sob um sol escaldante; ou entoca-se num cinema, numa danceteria ensurdecedora, num bar cheio de fumaça.
Você é chamado, hoje, a decidir sobre seu ser moral, a dar uma resposta às interrogações que lhe são colocadas, com tragicidade e realismo, pela vida cotidiana.
Que uso você pode fazer de sua liberdade se o seu trabalho é automatizado, padronizado?
Você trabalha oito ou mais horas por dia, desempenhando sempre os mesmos papéis, digitando sempre no mesmo computador, manuseando sempre as mesmas máquinas, apertando sempre os mesmos parafusos.
Talvez você pense: “O trabalho é uma necessidade, um meio para ganhar dinheiro; uma iniciação à verdadeira vida.
Vou poder manifestar plenamente minha personalidade, minhas aspirações íntimas somente nas horas livres: essa é a ‘verdadeira vida’ ”.
Que uso você pode fazer, então, de sua liberdade, se o seu tempo “livre” lhe reserva aborrecimento, angústia, solidão?
Você sentia-se reduzido a frangalhos porque estava às voltas com um trabalho que não lhe permitia realizar o significado real de sua existência e lhe provocava uma pobreza interior que você queria e devia vencer a todo o custo.
Agora tem à disposição um “tempo livre forçado” e sente-se “condenado” ao divertimento.
Enfrenta, então, os engarrafamentos das estradas, às vezes sob um sol escaldante; ou entoca-se num cinema, numa danceteria ensurdecedora, num bar cheio de fumaça.
Lembre-se:
Como no trabalho automatizado e despersonalizante, também nos momentos de ócio absoluto jamais você poderá sentir-se u ser responsável, único, insubstituível.
Que uso você pode fazer de sua liberdade se, em circunstâncias contrárias, procura inutilmente um trabalho, por dias a fio, pois é uma das vítimas da recessão, da crise econômica?
Paradoxalmente, você tem muito tempo à disposição, mas a liberdade parece perdida na névoa da indefinição.
O vazio de seu tempo é o vazio de sua consciência.
Permanecer desocupado provoca um sentimento de inutilidade; talvez você até chegue a pensar que sua vida não tem mais sentido.
Enfim, que uso você pode fazer de sua liberdade se, tendo atingido um limite de idade, consideram-no um aposentado e, como tal, o dispensam do emprego, mandando-o para casa?
Os hábitos que, por anos, Sustentaram o seu dia desmoronam...
Você perde o ritmo de vida que modelou múltiplas e ricas atividades.
De repente privam-no de uma função que você desempenhou bem por tanto tempo.
Você já viveu bastante e, agora, com a aproximação da velhice, experimenta certo vazio interior e certo medo do amanhecer, quando tudo tem de recomeçar.
Medo de continuar a sorrir, de recomeçar a lutar.
Acaba até sentindo certa culpa de ainda estar vivo.
Corre o risco de sentir-se inútil, Abandonado, triste.
O que fazer, então?
Fugir de si mesmo?
Para onde?
Para a neurose, para a depressão?
Como no trabalho automatizado e despersonalizante, também nos momentos de ócio absoluto jamais você poderá sentir-se u ser responsável, único, insubstituível.
Que uso você pode fazer de sua liberdade se, em circunstâncias contrárias, procura inutilmente um trabalho, por dias a fio, pois é uma das vítimas da recessão, da crise econômica?
Paradoxalmente, você tem muito tempo à disposição, mas a liberdade parece perdida na névoa da indefinição.
O vazio de seu tempo é o vazio de sua consciência.
Permanecer desocupado provoca um sentimento de inutilidade; talvez você até chegue a pensar que sua vida não tem mais sentido.
Enfim, que uso você pode fazer de sua liberdade se, tendo atingido um limite de idade, consideram-no um aposentado e, como tal, o dispensam do emprego, mandando-o para casa?
Os hábitos que, por anos, Sustentaram o seu dia desmoronam...
Você perde o ritmo de vida que modelou múltiplas e ricas atividades.
De repente privam-no de uma função que você desempenhou bem por tanto tempo.
Você já viveu bastante e, agora, com a aproximação da velhice, experimenta certo vazio interior e certo medo do amanhecer, quando tudo tem de recomeçar.
Medo de continuar a sorrir, de recomeçar a lutar.
Acaba até sentindo certa culpa de ainda estar vivo.
Corre o risco de sentir-se inútil, Abandonado, triste.
O que fazer, então?
Fugir de si mesmo?
Para onde?
Para a neurose, para a depressão?
Preste atenção!
Afugente as divagações que o afastam de si mesmo.
Estabeleça um espaço, um deserto onde você possa se reencontrar.
Mais do que a ausência de homens e de mulheres, o deserto é a presença de Deus.
A concentração e a meditação irão ajudá-lo a descobrir as tarefas que você foi chamado a realizar .
Essas ocasiões, essas possibilidades nunca mais voltarão, porque são específicos, individuais, concretas.
Compete a você decidir que influência terão. Somente atendendo aos apelos que chegam de pontos diversos, você poderá descobrir o sentido mais verdadeiro de sua existência.
Afugente as divagações que o afastam de si mesmo.
Estabeleça um espaço, um deserto onde você possa se reencontrar.
Mais do que a ausência de homens e de mulheres, o deserto é a presença de Deus.
A concentração e a meditação irão ajudá-lo a descobrir as tarefas que você foi chamado a realizar .
Essas ocasiões, essas possibilidades nunca mais voltarão, porque são específicos, individuais, concretas.
Compete a você decidir que influência terão. Somente atendendo aos apelos que chegam de pontos diversos, você poderá descobrir o sentido mais verdadeiro de sua existência.
A consciência como guia
Ser homem, ser mulher
significa ir além de si mesmo.
A essência da existência humana encontra-se na própria auto-superação.
Ser homem, ser mulher quer dizer
estar sempre voltado para alguma coisa ou para alguém, oferecer-se e dedicar-se plenamente a um trabalho, a uma pessoa amada, a um amigo a quem se quer bem, a Deus, com quem se deseja viver em comunhão.
A transcendência torna sua vida não-dividida, não-seccionada.
Você está em relação com o outro.
Sua existência é o testemunho mais autêntico de que a vida é relação. Eis as autênticas dimensões da liberdade.
Ser homem, ser mulher
significa ir além de si mesmo.
A essência da existência humana encontra-se na própria auto-superação.
Ser homem, ser mulher quer dizer
estar sempre voltado para alguma coisa ou para alguém, oferecer-se e dedicar-se plenamente a um trabalho, a uma pessoa amada, a um amigo a quem se quer bem, a Deus, com quem se deseja viver em comunhão.
A transcendência torna sua vida não-dividida, não-seccionada.
Você está em relação com o outro.
Sua existência é o testemunho mais autêntico de que a vida é relação. Eis as autênticas dimensões da liberdade.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Quem é Jesus ?
-Simão Pedro atreve-se a colocar um nome em Jesus, isto é, a dizer-lhe quem é Ele e a defini-lo: “Tu és o Messias, o filho do Deus vivo”.
Mas o que significam essas palavras? O que é que elas significaram para Pedro? Podemos supor que Messias recordava a Pedro as velhas histórias de libertação de seu povo. Para um povo como o judeu, que vivia àquela época, sob a dominação romana, libertação não poderia ter outro sentido que o de libertação política. Finalmente, Deus se manifestava claramente a favor do seu povo. Isso não significa que Pedro sentisse ódio pelos romanos, mas não seria uma legítima aspiração a busca da liberdade tanto das pessoas quanto dos povos?
Ao dizer que Jesus era o Messias, Pedro estava expressando a sua fé em um Deus libertador, um Deus que apoiava a liberdade de seu povo para tomar as suas próprias decisões e ser, assim, dono de seu destino.
Pedro, no entanto, disse também que Jesus era “o Filho de Deus vivo”. Ele não tinha clareza sobre o significado de Filho de Deus. Pelo menos, não tanto como nós. Provavelmente, o que Pedro procurou sublinhar foi a especial relação que percebia entre Jesus e Deus, aquele a quem o próprio Jesus chamava de seu Abá, seu Papai. Tratava-se de uma relação especial de amor, de carinho e de mútua entrega. Mas, além disso, Pedro diz que Jesus é o Filho de Deus vivo. Esta é a outra informação importante para assinalarmos. A vida é o que nós, humanos, temos de melhor. É, possivelmente, a única coisa que temos.
Quando pensamos em Deus, pensamos na vida, mas não na nossa, sempre cercada pela morte, mas na vida plena, para sempre verdadeira. Jesus é o Filho de Deus vivo porque, desta maneira, Pedro o via. Era capaz de comunicar a vida aos que estavam ao seu redor. Aos que encontrava, a seus amigos.
No final, Pedro confessou que Jesus preenchia totalmente suas expectativas de libertação e de vida, que em Jesus encontrava uma chance de sair desse círculo fatal de escravidão e morte em que nós nos vemos envoltos.
Perguntemos a nós mesmos, o que desejamos dizer ao confessar que Jesus é o Filho de Deus, o Senhor, o Cristo. Cabe a cada um de nós refletir e colocar Jesus e sua mensagem no seu devido lugar em nossa vida.
Dom Eurico dos Santos Veloso
Alegria e Dor
O Evangelho anuncia a vinda do Salvador como "grande alegria que o será para todo o povo" (Lc 2,10), alegria espiritual sobretudo, mas que se reflete concretamente também no alívio e no conforto de tantos sofrimentos humanos. Testemunham-no os milagres com que curou Jesus doentes e ressuscitou mortos. Todavia, não veio Jesus trazer mensagem de felicidade terrena nem instaurar neste mundo uma era da qual seja excluído todo pranto e toda dor. Veio antes tomar sobre si o peso do sofrimento humano para transformá-lo em meio de salvação e, portanto, de felicidade eterna na pátria bem-aventurada, a única onde não "haverá mais luto, nem pranto, nem dor" (Ap 21,4). É a vida do homem remido por Cristo começo dessa felicidade sem fim.
A "grande alegria" trazida por Jesus é tão verdadeira que pode passar através de sofrimento de toda espécie, sem ficar sufocada. Aliás, indicou Jesus, justamente nas tribulações abraçadas por amor de Deus, o caminho que conduz à bem-aventurança: "Bem-aventurados os pobres, os aflitos, os famintos, os perseguidos" (Mt 5,3-10).
O mistério pascal de Cristo é todo um entrelaçar de dor e de alegria, de morte e ressurreição. A vida do cristão, que brota desse mistério e nele se funda, reproduz-lhe as características. Como o mistério pascal não termina com a paixão e morte de Cristo, mas, através da dor e da morte, culmina na ressurreição, assim a vida cristã, através das tribulações terrenas, está constantemente orientada para a alegria eterna. Experimenta o cristão a dura realidade da dor; todavia, não tem visão pessimista da vida, porque sabe que qualquer sofrimento é meio precioso para associar-se à paixão de Cristo e, portanto, também à sua ressurreição.
Necessita o homem de ser libertado do pecado e também de suas conseqüências: a dor e a morte. Prescindindo do Evangelho, constituem essas amargas realidades enigma que esmaga o homem! Somente Cristo pode iluminá-las e torná-las aceitáveis (GS 22). Ao assumir a responsabilidade dos pecados da humanidade, assumiu também Cristo suas conseqüências: sua imolação transformou assim a dor e a morte - herança da culpa - em instrumento de redenção, de salvação. "Sofrendo por nós - afirma o Vaticano II - não só nos deu o exemplo para seguirmos suas pegadas, mas nos abriu também o caminho. Se o percorrermos, nossa vida e morte serão santificadas e adquirirão novo significado" (ibidem). Não pode, portanto, o cristão considerar o sofrimento como infelicidade a evitar por todos os meios, ou como acontecimento indesejável a que se há de submeter forçosamente; nem só como castigo do pecado, mas como meio de salvação, porque meio de comunhão com Cristo morto e ressuscitado para remir a humanidade pecadora. É o sofrimento porta que introduz o homem no mistério pascal do Senhor e o leva a vivê-lo como paixão e morte, para dispô-lo à ressurreição. Impossível é participar da ressurreição de Cristo, se antes não padecemos e morremos com ele.
Todavia, o sofrimento repugna ao homem, criado para a felicidade; e não despreza Deus seus gemidos. Jamais repeliu Jesus os atribulados que recorreram a ele; às vezes provou sua fé tratando-os com aparente dureza, como fez com o oficial romano que implorava a cura de seu filho (Jo 4,46-51), mas finalmente interveio em seu favor. Assim também quando não concede Deus alívio e permite o sofrimento, cumpre continuar a confiar nele. Só ele sabe o que convém para o verdadeiro bem de cada um. Certas tribulações que, humanamente falando, parecem absurdas e injustas, têm lugar bem preciso nos seus desígnios divinos; da aceitação delas pode depender a salvação pessoal e a de muitos irmãos. "Deus colabora em todas as coisas para o bem dos que o amam" (Rm 8,28).
Frei Gabriel de Santa Maria Madalena, O.C.D
Crer no amor
Na criação, tanto amou Deus o homem, que o fez à sua imagem e semelhança. Na redenção amou-o até se fazer semelhante ao homem. O Filho de Deus, “nascendo de Maria Virgem ... fez-se verdadeiramente um de nós, em tudo semelhante a nós, exceto no pecado” (GS 22).
O Natal é, por excelência, a festa do amor! Do amor que se revela, não nos sofrimentos da cruz, mas na amabilidade de um Menino, nosso Deus, que estende ao mundo os braços, para fazê-lo compreender que o ama. Se a consideração da justiça infinita pode mover a maior fidelidade no serviço de Deus, quanto mais a consideração do seu infinito amor! Para correr no caminho dos mandamentos divinos, precisa o homem dilatar o coração na convicção da infinita caridade de Deus.
Eis por que é eficacíssima a contemplação do mistério natalino! “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e contemplamos a sua glória, glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). Mas em Belém, a glória do Verbo Eterno, consubstancial ao Pai, como ele eterno, onipotente, criador do universo, está inteiramente escondida em um Menino que, desde o primeiro instante de sua vida terrena, não só compartilha plenamente de todas as fraquezas humanas, mas experimenta-as nas condições mais miseráveis e abjetas.
“Recordai-vos, ó Criador do mundo – canta a Liturgia natalina – que um dia, nascendo do seio puríssimo da Virgem, tomastes um corpo semelhante ao nosso... Só vós, do seio do Pai, viestes salvar o mundo” (BR). A comovente prece fala ao coração de Deus e fala ao coração dos fiéis: a Deus, recorda as maravilhas realizadas por seu amor, para a salvação dos homens; aos fiéis repete a grande verdade: “Deus é amor”. Diante da manjedoura de Belém cumpre repetir sem cessar: “E nós conhecemos e cremos no amor de Deus por nós” (1Jo 4,16).
“Deus é amor!” (1Jo 4,16). O tesouro encerrado nesta palavra da Sagrada Escritura é imenso! É o tesouro que Deus descobre e revela a quem sabe concentrar-se totalmente na contemplação do Verbo Encarnado. Enquanto não compreendemos que Deus é amor infinito, infinita benevolência que se dá e estende a todos os homens para lhes comunicar seu bem e sua felicidade, nossa vida espiritual permanece em gérmen, não está ainda desenvolvida, nem é ainda profunda. Só quando o cristão, iluminado pelo Espírito Santo, penetra o mistério da divina caridade, sua vida interior atinge a plenitude, a maturidade.
Não podemos compreender melhor o amor infinito de Deus, do que aproximando-nos da pobre manjedoura, onde está encarnado por nós. Jesus, o Verbo, a Palavra do Pai, diz a todos e a cada um a grande palavra: Deus te ama!
As virtudes e os atributos divinos descobrem-se em Deus por meio dos sublimes mistérios do Homem-Deus, ensina S. João da Cruz (C 37,2), e entre estes atributos, o primeiro é sempre o da caridade, que constitui a própria essência divina. Da contemplação amorosa e silenciosa de Jesus Menino, nasce uma consciência mais profunda e penetrante do seu infinito amor: não é somente crer, é, de certo modo, experimentar que Deus nos ama. Então aceita a vontade, plenamente, o que lhe ensina a fé, aceita-o com amor, com todas as forças e a criatura se lança inteiramente a crer no amor infinito. Deus é caridade! Esta verdade fundamental de toda a vida cristã penetra-lhe profundamente no coração; sente-a, vive-a porque quase a apalpou em seu Deus encarnado; e quem assim crê no amor infinito saberá dar-se a ele sem medida, totalmente.
Extraído de: Madalena, Gabriel de Sta. Maria. Intimidade Divina. São Paulo: Loyola, 1988, pp. 107-108. Fonte: Revista Shalom Maná
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Amor Infinito
Ó, Amor Infinito
Sem hesitar-me
Confessar-te-ei
Meu segredo:
Onde eu moraria
senão dentro de Ti,
Ó Templo Querido?
Sem Ti eu vagaria
Pelo mundo sem fim,
Completamente Perdido.
Por guardar-me sob tuas Asas
E levar-me no teu Nome,
Meu coração se consome
Em zelo por Tua Casa,
Ó Amor Infinito
(Renato Parmagnani)
O corpo, muito mais que uma “casa”
Nosso corpo, desde que nascemos, tem um papel importantíssimo. É por ele e nele que nos comunicamos. Isso se percebe claramente quando nos recordamos de nossa infância ou observamos alguma criança. Ela é, indubitavelmente, aquilo que seu corpo manda: chora se sente fome ou algum desconforto; pula se está alegre; grita se tem vontade etc – os psicanalistas diriam que a criança é puro Id (1).
Depois, quando crescemos, buscamos racionalizar nossas ações e tentamos esconder o que o nosso corpo quer falar, mas muitas vezes ele continua falando à nossa revelia. Por exemplo, às vezes estamos cansados, então nossos amigos nos perguntam: “O que houve com você?” E nós dizemos que não há nada errado. Mas eles logo – porque nos amam e se preocupam conosco – replicam: “Pois parece que algo não está bem, você parece cansada”. Não queremos admitir, mas nosso corpo nos “entrega”.
Torna-se, então, muito importante que cada um de nós se autoconheça, para conseguir decifrar a linguagem do próprio corpo e do dos outros, para cuidar melhor de si e dos outros, e, sobretudo, para não tratar o próprio corpo de maneiras equivocadas e inadequadas, baseadas nos enganos propagados pelo mundo.
Corpo e alma, realidade una
No curso da história, muita coisa se pensou e falou acerca do corpo. Ele foi muitas vezes cultuado – lembra de quando estudamos a história da Grécia, que em Esparta se praticava esportes, muita ginástica para preparar os homens para a guerra? Ao ponto de um portador de necessidades especiais, como o cego ou o paraplégico, não ter direito a sobreviver – e outras tantas foi desprezado, interpretado como uma “vestimenta abjeta da alma”.
Mas o corpo é tão importante quanto a alma, se não fosse assim, não haveria ressurreição da carne, ficaríamos na vida eterna apenas como espírito – “A ressurreição da carne significa que após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos corpos mortais (Rm 8,11) readquirirão vida” (Cat, 990). Isso afirma que a divisão entre físico e espiritual é um problema.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual (...) Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus” (362). Ou seja, não é possível separar a alma do corpo, cuidando de um e descuidando do outro; mas, porque ambos são igualmente queridos por Deus, é preciso serem igualmente queridos por nós. É preciso – como se cuida da alma rezando, participando dos sacramentos, tendo relacionamentos saudáveis, lendo bons livros, ouvindo músicas agradáveis, apreciando obras de arte... – cuidar do corpo, alimentando-se bem, fazendo exercícios, vestindo-se adequadamente e tendo uma concepção cristã acerca dele.
Expressão de amor, de gratuidade...
A sociedade em que vivemos – comercial, consumista e descartável – mostra o corpo como uma espécie de reservatório de desejos que devem ser satisfeitos. Essa cultura instrumentaliza o corpo e o idolatra. Quantos de nós fomos sufocados pela “necessidade” de emagrecer ou de “criar músculos” para ser aceitos como belos? E isso não apenas pelos outros, mas por nós mesmos; porque nos disseram – sobretudo os meios de comunicação – que para ser considerada bonita a pessoa deve ser magra, ter um corpinho “sarado” e bronzeado.
Mas o corpo não é uma máquina para seduzir e atrair. É um instrumento de ação sobre o mundo e, sobretudo, um possibilitador da criação de “vínculos de comunhão com os outros” (Cat, 2332). Existe uma estreita interdependência entre o amor e o corpo. Afeto e generosidade são comunicados pelas mãos que se abrem para doar; são sentimentos que se concretizam nas ações.
Possibilidade de doação
Sobretudo na adolescência – quando são produzidas importantes mudanças corporais, o que requer uma reelaboração do esquema corporal por parte do adolescente – percebemos um corpo cheio de potencialidades e, ainda sem muita maturidade para discernir o uso delas, muitas vezes nos deixamos levar pela mentalidade do mundo, que diz que aquilo que se vive no corpo não afeta o psicológico ou o espiritual. Entretanto, como vimos no ensinamento da Igreja, somos um conjunto: as experiências espirituais são vividas no corpo, na matéria, e a matéria leva o que vive para o campo subjetivo.
Disso fica claro o uso que devemos fazer do nosso corpo. Ele é possibilidade de doação, não de vulgarização. O mundo hedonista(2) em que vivemos nos ensina a tirar prazer – muitas vezes egoísticamente – de tudo e de todos, para isso banalizando o próprio corpo. Mas não podemos esquecer que nosso corpo é templo do Espírito Santo, portanto o divino, o sagrado tem morada nele; por isso mesmo não deve ser profanado, utilizado para fins medíocres que desrespeitam a si e/ou aos outros.
É importante dizer que o homem – obra-prima de Deus – é o único ser capaz de dar sentido aos seus atos. Isso quer dizer que pode elevar às alturas suas atitudes, através das escolhas que faz, ou deixá-las no campo mais rasteiro, quando opta pelos prazeres imediatos e ilícitos. O desafio de fazer bom uso do nosso corpo e do corpo dos outros é uma realidade concreta; mas viver de maneira ordenada traz paz e felicidade. Porque, certamente, Deus aposta em nós!
A Nossa Mãe Maria Através de Nossa Senhora Aparecida.
A Virgem Maria, a Mãe de Deus, é invocada conforme a história do povo cristão, em locais e regiões as mais distintas. Mesmo no Brasil, ela é chamada por muitos 'nomes'. É quase automático nos lábios das pessoas, diante do inesperado ou do mistério grande das coisas, a exclamação: "Virgem Maria"! ou "Nossa Senhora"!
Para o descrente ou apenas o racional, a exclamação pode simplesmente ser um reflexo religioso inconsciente... No entanto, é curioso e muito significativo, que culturalmente o povo brasileiro chame sempre pela "mãe", por uma "mulher"... que a fé sabe ser uma "bendita entre as mulheres", porque é "cheia de graça"!
No Brasil, ela ganhou as feições simples e humildes de seu povo. É simplesmente a "Aparecida", porque surgiu das águas, nas redes de gente simples como ela, os pescadores do rio Paraíba. A água escureceu sua imagem da argila, cor da terra. Apareceu negra, cabeça separada do corpo, que o homem colou e uniu. Outros sinais da identificação com o seu Filho e os seus irmãos: os renascidos da água e do espírito, membros do mesmo e único corpo, do qual o Cristo é a cabeça.
Antes dela ser "Aparecida", já era a "Conceição", aquela que concebe e dá à luz à própria Luz que veio a este mundo. Sabiamente diziam os Padres da Igreja que, primeiro Maria concebeu seu Filho na fé, crendo na Palavra que lhe foi anunciada e, por isso concebeu-O também no seu corpo. Tornou-se, então, o modelo e protótipo da Igreja, de todos os que, como ela, geram o Cristo pela fé.
São Francisco de Assis, na sua 2ª Carta aos Fiéis (48-53), depois de falar sobre a necessidade da completa conversão da atitude de egocentrismo, afirma:
"Aqueles que assim agirem e perseverarem até o fim, verão repousar sobre si o Espírito do Senhor e ele fará neles sua morada permanente, e serão filhos do Pai celestial cujas obras fazem. E serão esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus esposos, quando a alma crente está unida a Jesus Cristo pelo Espírito Santo. Somos seus irmãos quando fazemos a vontade de seu Pai, que está nos céus. Somos suas mães, se com consciência pura e sincera o trazemos em nosso coração e nosso seio e o damos à luz por obras santas que sirvam de luminoso exemplo para os outros".
Para São Francisco a grandeza e a importância de Maria está no fato dela ter feito Cristo nosso irmão, dando-lhe a carne de nossa humanidade. Ele a vê sempre unida ao seu Filho. Por isso, a devoção a ela se faz na vida conforme o Evangelho. Francisco não só recorre à proteção de Maria, mas assume as atitudes dela frente a Deus, e como ela, concebe, gera e dá à luz à Palavra de Deus, dando-lhe vida e forma. É a fecundidade espiritual dos que, como Maria, geram o Cristo em suas vidas.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
"Não vos Conformeis com este Mundo!"
Marcelo e Tarsiana
Vocacionados da Missão de Macaé/RJ
Vocacionados da Missão de Macaé/RJ
"Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12, 2).
Certa noite de sexta-feira, vinha eu da Santa Missa e de uma bela Adoração ao Santíssimo Sacramento na minha paróquia, em Cabo Frio (nesses meses de férias a cidade fica lotada de turistas de toda parte do Brasil). Pois bem, ao sair da igreja, ia caminhando para minha casa quando me deparei com algo que me chamou a atenção. Parei na rua para ouvir de onde vinha aquela música tão alta (O funk do tigrão), e, para minha surpresa, vi que ela vinha de um trenzinho que faz passeios pela cidade e que costuma estar lotado de crianças acompanhadas dos pais e avós. Fiquei sem entender ainda mais quando personagens de desenhos animados (personagens infantis) que passeiam junto do trenzinho e que costumam fazer parte da vida dos nossos filhos através de gibis e filmes, dançavam freneticamente aquele funk.
Questionou-me também ver pais, mães e avôs diante de tudo aquilo, paralisados como num efeito hipnótico. Um passeio turístico cercado de falsos valores que através de músicas e danças apelativas e pornográficas vão sufocando a nossa consciência, impedindo-nos de discernir o certo do errado.
Ao chegar em casa, partilhei com a minha esposa esse acontecimento e fiquei pensando sobre a educação dos nossos filhos e por que muitas vezes acabávamos aceitando tudo tão tranqüilamente. Quantos batizados estavam naquele trenzinho? E nenhum deles pediu para trocar aquela música.
Eu e Tarsiana, minha esposa, temos três filhos, Melissa de 6 anos, Sávio de 2 e Saulo de 26 dias de nascido; durante a madrugada, acordei para ajudar a minha esposa a colocar o nosso pequeno Saulo para dormir; acabei perdendo o sono e assim aproveitei o silêncio da madrugada para fazer o meu estudo bíblico, Alfa e Ômega - Novo Testamento. Estava estudando a carta de Romanos e, ao me deparar com a Lectio daquele dia, fiquei entusiasmado com a meditação e a oração que Deus estava me conduzindo naquela madrugada. "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12, 2).
Ali estava a resposta que Deus queria me dar. Nesse versículo, São Paulo nos dá todo o entendimento para transformar a nossa família, trabalho e comunidade e o mundo, mas tudo começa com a renovação do nosso espírito, pois, se não houver essa transformação, vamos passando pelo mundo sem questionar nada, achamos tudo legal, pois todo mundo acha assim. Só podemos sair dessa acomodação espiritual quando estudarmos e orarmos com a Palavra de Deus, quando lermos bons livros de espiritualidade que nos ensinem e nos ajudem a viver a santidade.
Experiências como a que tive, acabam mexendo com o nosso interior, abrindo a nossa mente e o nosso coração para começarmos a questionar os valores que estamos vivendo. No mundo, é preciso a cada dia nos esforçar para não termos uma falsa impressão de que está tudo bem, pois existem muitos convencidos de que Jesus é o Senhor, mas poucos convertidos ao seu Senhorio.
Shalom !!!
Certa noite de sexta-feira, vinha eu da Santa Missa e de uma bela Adoração ao Santíssimo Sacramento na minha paróquia, em Cabo Frio (nesses meses de férias a cidade fica lotada de turistas de toda parte do Brasil). Pois bem, ao sair da igreja, ia caminhando para minha casa quando me deparei com algo que me chamou a atenção. Parei na rua para ouvir de onde vinha aquela música tão alta (O funk do tigrão), e, para minha surpresa, vi que ela vinha de um trenzinho que faz passeios pela cidade e que costuma estar lotado de crianças acompanhadas dos pais e avós. Fiquei sem entender ainda mais quando personagens de desenhos animados (personagens infantis) que passeiam junto do trenzinho e que costumam fazer parte da vida dos nossos filhos através de gibis e filmes, dançavam freneticamente aquele funk.
Questionou-me também ver pais, mães e avôs diante de tudo aquilo, paralisados como num efeito hipnótico. Um passeio turístico cercado de falsos valores que através de músicas e danças apelativas e pornográficas vão sufocando a nossa consciência, impedindo-nos de discernir o certo do errado.
Ao chegar em casa, partilhei com a minha esposa esse acontecimento e fiquei pensando sobre a educação dos nossos filhos e por que muitas vezes acabávamos aceitando tudo tão tranqüilamente. Quantos batizados estavam naquele trenzinho? E nenhum deles pediu para trocar aquela música.
Eu e Tarsiana, minha esposa, temos três filhos, Melissa de 6 anos, Sávio de 2 e Saulo de 26 dias de nascido; durante a madrugada, acordei para ajudar a minha esposa a colocar o nosso pequeno Saulo para dormir; acabei perdendo o sono e assim aproveitei o silêncio da madrugada para fazer o meu estudo bíblico, Alfa e Ômega - Novo Testamento. Estava estudando a carta de Romanos e, ao me deparar com a Lectio daquele dia, fiquei entusiasmado com a meditação e a oração que Deus estava me conduzindo naquela madrugada. "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12, 2).
Ali estava a resposta que Deus queria me dar. Nesse versículo, São Paulo nos dá todo o entendimento para transformar a nossa família, trabalho e comunidade e o mundo, mas tudo começa com a renovação do nosso espírito, pois, se não houver essa transformação, vamos passando pelo mundo sem questionar nada, achamos tudo legal, pois todo mundo acha assim. Só podemos sair dessa acomodação espiritual quando estudarmos e orarmos com a Palavra de Deus, quando lermos bons livros de espiritualidade que nos ensinem e nos ajudem a viver a santidade.
Experiências como a que tive, acabam mexendo com o nosso interior, abrindo a nossa mente e o nosso coração para começarmos a questionar os valores que estamos vivendo. No mundo, é preciso a cada dia nos esforçar para não termos uma falsa impressão de que está tudo bem, pois existem muitos convencidos de que Jesus é o Senhor, mas poucos convertidos ao seu Senhorio.
Shalom !!!
domingo, 2 de outubro de 2011
Outubro Mês Missionário
OUTUBRO MISSIONÁRIO
ORAÇÃO MISSIONÁRIA
Espírito Santo,
que desceste sobre os Apóstolos e os fizeste anunciadores do Evangelho:
derrama os teus dons sobre cada um de nós e torna-nos sensíveis aos apelos e às necessidades dos nossos irmãos;
desperta em muitos corações (crianças, jovens e adultos...) o ideal missionário;
dá força e coragem a todos quantos se entregam totalmente ao serviço da MISSÃO.
Amen
Finalidade
Viver "missionariamente" o mês de Outubro, como mês por excelência dedicado à Missão Universal da Igreja.
ORAÇÃO MISSIONÁRIA
Espírito Santo,
que desceste sobre os Apóstolos e os fizeste anunciadores do Evangelho:
derrama os teus dons sobre cada um de nós e torna-nos sensíveis aos apelos e às necessidades dos nossos irmãos;
desperta em muitos corações (crianças, jovens e adultos...) o ideal missionário;
dá força e coragem a todos quantos se entregam totalmente ao serviço da MISSÃO.
Amen
Finalidade
Viver "missionariamente" o mês de Outubro, como mês por excelência dedicado à Missão Universal da Igreja.
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