Ter consciência de que nossos atos implicam em reações aos e nos outros é fundamental.
Muitas vezes transferimos aos outros a responsabilidade que é inteiramente nossa, queremos que os outros nos tratem muito bem, mas não os tratamos como gostaríamos de ser.
Egoismo nosso, queremos ser o centro das atenções, queremos que todos nos sejam servidores e não compreendemos que a missão de cada individuo é servir...é facilitar a vida do outro para que também a nossa seja facilitada.
Tanto nos é convidativo nos colocarmos como superiores, super-heróis e infalíveis, incorruptíveis...ledo engano...todos são sujeitos a erros...mas e quando colocamos nos outros erros que eles não cometeram. Ai verificamos que somos além de tudo prepotentes e presunçosos. Achamos que temos o direito de arrotar poder.... os outros são aquilo que queremos que seja e não o que realmente é. Isso me parece mais um caso de "psicopatia sociopata, homicida, destrutiva, provocado por transtornos comportamentais reflexivos, dos quais projetamos e odiamos nos outros aquilo que não temos coragem de trabalhar em nós mesmos", ( Que os médicos, psicólogos, psiquiatras não vejam isso).
Tal situação requer tratamento urgente.
Mas pessoas assim não se aceitam necessitadas de tratamento, são quase deuses...
O que podemos fazer? Repensar nossos atos e diante de nossas loucuras buscarmos nos jogar dentro de um sanatório e só sairmos de lá quando formos no minimo sociáveis. (vejam, digo "nos jogarmos", e aqui eu também me incluo necessitado de tal providencia.). Afinal de contas somos seres sociais. Aprender a viver com nossos monstros e não queremos que os outros vivamo conforme nossas regras,é indispensável, afinal, somos partes do sistema e não donos dele...as regras do sistema são coletivas, e como tal, a todos servem....Pena que somos incapazes de evoluirmos a ponto de nossos espinhos não traspassar os que nos são próximos...Estamos ainda muito longe de uma civilização que seja realmente digna de ser chamada de civilizada. Sinceramente, vejo muito mais civilização nas comunidades mais pobres menos instruídas e carentes de recursos. Mas lá também tem seus Ignóbeis...
Em resumo, me parece que estes comportamentos são mais comuns naquelas pessoas com dificuldade de amar, de compreender o mundo e mais ainda, nas pessoas que querem ser sumo exemplo...mas o sumo exemplo só compete a Deus. A nós rélis mortais, cabe somente, cientes do desejo de Deus de que sejamos amáveis, vivermos assim, numa sociedade que ama, numa "civilização do Amor" será que é possível?
Por: Jorge Bento.
domingo, 6 de outubro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Ato penitencial: uma necessidade real da sociedade pós-moderna.
Uma sociedade que cultua valores torpes e imorais precisa se encontrar com o arrepender-se, mudar sua caminhada num volver ao Zelo pela Casa de Deus, uma sociedade “regressante”, como o filho pródigo.
Constantemente observa-se
nos veículos de comunicação, noticias sobre violências, das mais hediondas possíveis.
Visualizam-se cenas de barbáries e selvageria, grosso modo, em todo este cenário, fica evidente o pano de fundo, uma educação voltada para valores
desmoralizantes, egoístas, individualistas e pautadas na superação do homem
pelo homem, numa competitividade avassaladora em que ultrajar, superar e humilhar
seus adversários é sinônimo de progresso e ascensão social. Soma-se aos fatores
já elencados, a força tarefa dos sistemas educacionais, midiáticos, econômico-financeiros
e governamentais em afastar a sociedade de toda e qualquer postura e confissão
religiosa. No desejo de obter controle social, aventuram-se na tentativa de destruir
toda possibilidade de florescimento de uma cultura libertaria.
Fica evidente que todos os
mecanismos utilizados para barbarizar a
sociedade tem gerado seus efeitos evidenciados nos índices de criminalidade, nos
presídios abarrotados de pessoas alheias aos valores morais e religiosos que em
muito lhes afastariam de tais atitudes torpes. Mais evidente ainda, a
necessidade de romper com este sistema viciado, produtor de delinquentes, corruptos
e imorais. Contudo, trata-se de um caminho árduo e penoso, que implica na
necessidade de um “CONFESSAR MEUS PECADOS” realizado em ação conjunta, em que
se penitenciam todos os agentes sociais. Mas não para por aí, é imperativo que ao
reconhecer-se pecador, sejam feito os máximos esforços no sentido de volver à
casa paterna, na busca da catequese primeira. Buscar a educação cristã no seu
estágio primário, com formação moral e cívica, imbuindo em todas as classes sociais o amor pelo próximo,
o respeito à vida, e principalmente o respeito a Deus. É o primeiro passo para
se resgatar a nossa sociedade da decadência em curso.
Talvez soe como uma mensagem
apocalíptica, contudo, percebe-se no apostolo João ao narrar as profecias dos
fins dos tempos, uma aproximação com os atos e acontecimentos de nossos tempos,
e também Jesus Cristo quando falara de tal tema, advertindo para que não fosse objetivo
central dos cristãos uma data para tal acontecimento, mas que reconhecessem em
suas posturas a real obrigação de arrepender-se de seus atos, mudar suas forma de pensar e reconciliar-se com Deus. Um bom exemplo da melhor postura a ser
adotada em nossos dias é a parábola do filho prodigo à qual nos é aludida à
imagem de um filho que toma posse daquilo que lhe pertenceria na morte do pai,
quando ele ainda em vida, e sai em farras e prostituições. Este, ao perder
tudo, se vê obrigado a comer junto aos porcos e ao fazê-lo, se lembra da fartura
que tinha na casa paterna, e consciente disto, regressa ao pai, pedindo-lhe
perdão.
Assim também é nossa
sociedade que ao cobrar sua independência e liberdade, se perde em sistemas
prisionais voluntários que escravizam o ser humano, tolhe a capacidade racional
do individuo e o aleija de suas faculdades mentais. Presos no modismo,
ignorados pelo sistema econômico de valoração das pessoas, aturdidos pela
necessidade de ostentar marcas e luxo, estar em lugares badalados e portar
objetos "top", as pessoas tornam-se prisioneiros de si e do sistema, enquanto
arrotam liberdade. Não conseguem visualizar a prisão em que se encontram.
A única forma de se libertar
de tal prisão é o ato penitencial em que todos os indivíduos buscam
reconciliar-se com Deus, pautam suas vidas em valores que realmente lhes
elevam. Buscar Deus e viver a liberdade de consciência que este encontro pode
lhe propiciar é verdadeiramente assumir sua vida. Ser dono de si ao
reconhecer-se necessitado de Deus.
Aquele que consegue se
arrepender de seu comportamento bárbaro e que, arrependido regressa a casa de
Deus, que tem Zelus Domos, assume sua
responsabilidade na construção de uma sociedade que ama, ajuda certamente na
recuperação de toda a comunidade e promove a tão sonhada Civilização do amor.
Jorge Mendes Gonçalves Bento
Seminarista da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso
Senhor Jesus Cristo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Roupa ou hábito?
Por: Ismênio Dias Libarino JR.
O uso da roupa do Frei (hábito) depende da Congregação a que
o Irmão pertence. A veste facilita a identificação, simboliza o trabalho,
demostra que ele pertence a Deus e à Igreja. Porém, o Servo deve ser
reconhecido, principalmente, pelo seu comportamento, dedicação missionária e
entrega a Deus e ao próximo.
Para o leigo consagrado, a voz, o hábito, a aparência
externa é expressa no seu modo de ser diferente no mundo. É vida que transforma
vidas, por isso é dispensável hábito ou qualquer símbolo que demostre a vida
religiosa em algumas congregações.
A profissão dos votos faz do consagrado um ser comprometido
com a causa do evangelho. Esta consagração o impulsiona a ser sal e luz no
mundo, ser o fermento na massa. Discreto, mas que tem sua importância.
A roupa é apenas um detalhe. Servir a Deus, testemunhar seu
amor e colaborar com os serviços da Igreja são essenciais. E isso é mais
valioso do que o próprio uso do hábito!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
TU EM MIM. EU EM TI. CONSUMIDOS DE AMOR
POR: ISMÊNIO DIAS LIBARINO JR.
Deus me “consome” de uma forma tão surpreendente que não sei
explicar qual é o meu sentimento por Ele com simples palavras, gestos e/ou
ações. Só sei que me sinto “SEDUZIDO” por seu amor esponsal e que não tem fim,
é como se eu tivesse caindo em um abismo.
Quando o Senhor me chamou apreensivo fiquei, e eu escutei a
melodia que tocava e era Ele com palavras de amor que me encantava seduzindo-me
completamente para sempre ser seu, sinto-me tocado por uma beleza tão grandiosa
que era aquela canção.
Em teus “golpes” de amor me venceu, rendido me tornei presa
do Senhor... E desta forma Tu ficaste mais intimo de mim que eu mesmo! Hoje Ele
me conhece, Ele me sonda, Ele se entrega a mim!
Deus tornou-se meu viver e hoje vivo inteiramente por Ele e
para Ele!
E eu escuto a melodia que Tu cantas todos os dias, Tu
tornaste palavra de amor que me encanta, seduzindo-me para sempre,
inteiramente. Eterna canção de beleza e harmonia sem fim. Tu em mim e eu em Ti, consumidos inteiramente
por AMOR
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